Fisioterapeuta : Tatiana Campos Rocha CREFITO 4/21. 926 F

Linfedema

Etiologicamente, linfedema é uma disfunção do sistema linfático superficial (raramente atinge o sistema profundo) em que a carga linfática ultrapassa o débito linfático (que em estado normal são iguais). Devido a essa sobrecarga, há um acúmulo de líquido e de proteínas no tecido subcutâneo gerando aumento da medida do membro, alteração funcional e estética.

As principais complicações advindas do linfedema são o endurecimento da textura da pele denominado fibroedema, lesões infecciosas dos vasos linfáticos denominada linfangite e erisipela, infecção da pele. Os estados infecciosos geram uma progressão não espontânea do volume dos membros, pois as mesmas lesam ainda mais o sistema linfático reduzindo ainda mais o seu funcionamento.

A classificação de linfedema em primário e secundário é o mais comum. Nos primários, ocorre uma alteração congênita no desenvolvimento do sistema linfático ou uma obstrução de origem desconhecida. Já nos secundários, o sistema linfático nasce normal, porém a disfunção é gerada após algum trauma, cirurgia, radioterapia, neoplasia, infecção (o mais comum), entre outras.

O diagnóstico é feito através de exame físico (lesões cutâneas, consistência e textura da pele, sinal de Godet ou Cacifo e sinal de Stemmer positivos), pela história clínica do paciente e exames complementares como Duplex Scan (para excluir uma possível trombose venosa) e a linfocintilografia (que aponta o grau de comprometimento do retorno linfático e os possíveis pontos de obstrução). O lipedema ou lipodistofia é erroneamente diagnosticado como linfedema. A lipodistrofia é um acúmulo excessivo de gordura e não de líquido como no linfedema. Há predominância do sexo feminino, relato de que os tornozelos sempre tiveram volume aumentado, os pés são preservados, não há sinal de Godet e a consistência da pele é elástica.

O objetivo do tratamento é diminuir o edema e manter ou restaurar a função do membro afetado. O mesmo consiste no controle da obesidade, dos hábitos alimentares e higiênicos (cuidados com a pele), melhora da atividade física, drenagem linfática manual, elevação e compressão do membro (através de meias compressivas, malhas tubulares e/ou enfaixamentos). O tratamento medicamentoso é considerado coadjuvante. Não há cura, porém o paciente portador de linfedema deve estar ciente que o tratamento é eficaz no controle do volume do membro e contra as conseqüências do linfedema.